(V. Reglant)
Parafraseando o urban, se não cabe na boca, vai ser difícil caber noutro lado.
Aprendi que um homem só tem direito de olhar outro homem de cima para baixo apenas para o ajudar a levantar-se.
Gabriel García Marquez
Não que tenha planeado o que quer que seja, porque neste blog não há qualquer tipo de estrutura. É tudo a monte. No entanto, depois de ter olhado para a imagem que tive a amabilidade e a gentileza de publicar ontem, bateu-me uma espécie de tristeza que quero partilhar convosco, que sois muito queridos.
Não é que aqueles dois acabam por ser realmente uma pequena metáfora?! Não é que podem mesmo simbolizar um par de ilustres elementos das Minas da Panascada que aguardam que lhes seja permitido fazer da vida o que entendem?!
Esta espera de legislação que, elaborada por um bando de cagões que, a julgar pelo panorama, podem a qualquer momento ser acusados de qualquer crime oculto, autorize um casal a cumprir o que sente, o que deve e o quer fazer da vida, é de uma pobreza, de uma miserabilismo cultural que me deixa desiludido e me chupa a esperança que depositava na inteligência e na capacidade de se gerir com dignidade a diversidade humana.
Aqueles dois infelizes, um morcego e outro entregue ao lado negro da Força, ali postos como que à espera de qualquer merda que não conseguem dominar, mas a que se devem sujeitar, encarnam perfeitamente, e neste momento, um par de Panasqueiros expectantes.
Inspira-me uma tristeza do catano saber que há por aí uma data de gajos que são vistos como um bando de morcegos de mãos dadas a outros tipos declarados pertença das forças do Mal e que no fundo são dois tipos comuns com a mania que podem aceder à felicidade que entendem ser a deles, à espera que de autorização para viver como querem.
Raisfoda os gajos.
...da legislação...
Então, minhas amiguinhas e meus amiguinhos? Há por esse mundo fora saudades minhas ou eu faço tanta falta como um gato morto no meio do jantar? Hum?
Não tenho sentido vontade de vos ir visitar. Passo os olhos pelos vossos ditos e contos, mas não me tem apetecido comentar. A verdade é que ando estafado.
Tenho trabalhado como um psicopata assassino, ou seja, faço planos para não se apanhado de faca na mão e acaba tudo morto. Começo a ter uma vaga sensação de inutilidade. Por muito que faça, o resultado é sempre minúsculo e cagativo. Acabo no meio disto tudo por ter coisas muito interessantes para vos contar, mas por acaso hoje não me apetece andar aqui às voltas. Ficará para outra ocasião, sim?
Sugiro que se entretenham, entretanto, com o "face Oculta". Vão ver que não há melhor para aliviar o stress do que uma boa visitinha a puta da sucata do País das varas e da porcalhada generalizada.
Pronto. Foi só para vos comunicar que ainda estou vivo para vossa alegria e meu contentamento.
Vá. veijos na voca.
Gosto da sensualidade selvagem do Hélio, caralho!
Pronto. Já li Caim do Saramago, caso haja dúvida.
Acho cedo para mandar uns bitaites valentes porque acho que não tenho o distanciamento temporal necessário para pode dizer qualquer coisa que valha a pena e que substitua a merda em pacotes que se tem dito por aí e por acolá. Vou apenas espreitar os meus apontamentozitos e dizer-vos, minhas amigas e meus amigos, que:
1 - O que mais me chocou (já que se fala tanto em choques) foi a crítica do gajo que se atreve a publicar o José Rodrigues dos Santos e tem a ousadia de chamar a Saramago:
“um escritor engenhoso, mas elementar e habilmente lamecha, que, em termos de ideias, escreve e fala para um público pouco culto, cuja ignorância explora, para cujos juízos mal informados, ideológicos, sectários ou primários, apela, obscurecendo, em vez de (o) iluminar”.
É o chamado cagão minorca e oportunista com um fedor que fica bem numa sanita palaciana.
2 - Em relação ao livro, pois não desgostei. Lá se esgotou o deslumbre e a supremacia literária dos anteriores, mas há que contar com isso e com a guerra da velhice do padre eterno. Diz-me a ideia que a Viagem do Elefante ficará por motivos bem diferentes na memória da Literatura. Este Caim dá para que os senhores cardeais levantem o cu das cadeiras, assustados e corados, prontos a pegar no báculo e a desancar na Pilar (sim! na Pilar, porque é ela que escreve o que o marido diz!) e para uma ou outra caricatura do mais subtil e requintado que há, em que se vê desenhado o escritor a calcar a cauda a um cão a ganir. Muito inteligente e nada merdoso, foleiro ou ranhoso.
Pronto. Já disse o que por agora tenho para vos dizer.
Vá. Vão lá todos ler a Anita na Casa Pia.
Cada ponto laranja nos mapas dos continentes, são jornais de cidades de um estado ou país. Ao clicar aparece a 1ª página de cada jornal. O duplo clic permite ver a página em tamanho maior.
Fixolas.
Depois digam que não vos mostro nada.
Ingratos.
Pois minhas amigas e meus amigos gostaria que fizessem o favor de relerem este meu postezito.
Então vá. Eu espero...
... ... ... ...
... ... .... ...
Já leram? Hum?
Agora reparem na data e vejam como sou um gajo do caneco. Fui o primeiro ou não a falar da senhora adivinhando-a ministra? Hum? Antes de mim havia o deserto.
Sou um bardamerdas do catano, não?
À laia de homenagem deixo aqui um pequeno apontamento ddicado à senhora comissária do Plano Nacional de Leitura.
(Stephen Shaw by L. Lozon)
Ainda não consegui ler nada, mas gostava muito de desfolhar.
Na boca ou na mão, eis a questão (...)que se põe actualmente a padres e ministros extraordinários (...).Depositar (...) na mão faz muito mais sentido hoje em dia do que metê-la na boca. Por questões de saúde e higiene, naturalmente, mas também porque receber (...) na mão é tão digno como recebê-la na boca. Felizmente a tradição já não é o que era e há cada vez mais padres e leigos a dar (...) na mão. Embora a orientação superior vá neste sentido, a Igreja dá liberdade nesta matéria e respeita os hábitos de cada prior e paróquia. Acontece que esta liberdade paroquial permite que muitos paroquianos insistam em receber (...) sem lhe tocar com as mãos, obrigando o padre ou o leigo que dá (...) a depositá-la directamente sobre a língua. O problema é que quem vem a seguir não tem culpa do estado em que o anterior deixou os dedos de quem dá (...). Por tudo isto, pergunto: é possível deixar de dar a (...) na boca e mentalizar os fiéis para receberem a (...) na mão?
Laurinda Alves, 14 de Outubro de 2009 - in i
Bem sei que manipularam o texto, cortando uma ou duas palavritas, mas temos de admitir que a Laurindinha fica muito menos cromo assim.
23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool
Isto significa que os outros 77% dos acidentes são causados pelos filhos da puta que bebem água, sumos, refrigerantes ou outra merda qualquer.